Um pouco sobre tablets, principalmente Androids

Hoje fui ao shopping em busca de um smartphone novo, mais especificamente, um Windows Phone 7. Infelizmente, não saí de lá com aparelho algum, mas não esquecendo os tablets, testei alguns que antes só tinha visto, nunca encostado os dedos.
Serei sincero. Não sou muito fã do Android e gosto do iOS. Em tablets, acho que o Android não foi tão bem pensado quanto a Apple se dedicou ao portar o seu sistema móvel de smartphone para a tela grande. Mesmo assim, ainda gosto um pouco do Android Honeycomb.
Hoje tive a oportunidade de pegar e utilizar por alguns minutos vários tablets com Android. E um PlayBook. E vou comentar um pouco sobre o que achei dos quatro tablets que utilizei essa manhã.
Começarei pelo bom e velho iPad. Nem tão velho assim. O iPad 2 é excepcional. Pelo menos essa é a primeira palavra que veio à minha mente quando imaginei aquela tela de 9.7″ IPS com cores tão vivas quanto displays com a tecnologia AMOLED – alô Samsung. O tablet roda o iOS, sistema móvel da Apple, conta com mais de meio milhão de aplicativos, tem um ótimo hardware e faz tudo que alguém pode esperar de um tablet – e muito bem, digamos. Aliás, o Guilherme Peternelli, aka fundador e editor-chefe do Laplog, comprou um esses dias. Espero que ele nos conte um pouco de sua experiência nos comentários.
O segundo tablet que usei hoje foi o BlackBerry PlayBook. Na verdade não usei o tablet, apenas analisei o seu exterior – o aparelho estava sem carga, por isso não tive a oportunidade de utilizar o sistema que promete bastante. Ele é demasiadamente pequeno, não é tão fino ou leve quanto eu esperava e é um imã para marcas de impressões digitais.
O próximo é o Asus Transformer – os amigos Mathias Kroyzanovski e Matheus Bonela (que prometeu um review pro Laplog) adquiriu um esses dias e parece estar gostando bastante do aparelho, e do Android Honeycomb também – que, tenho de dizer, me impressionou. O tablet é rápido, é bonito e a textura da parte traseira é excelente. Afirmo que a Asus fez um ótimo trabalho com o Transformer. O tablet é fino e leve. Eu conseguiria passar um bom tempo com ele nas mãos sem me preocupar com dores. A dock com o teclado é espetacular, o teclado realmente facilita a vida de quem trabalha escrevendo e não quer mais carregar um notebook ou netbook pra todo lugar, mas sim o seu tablet. Acho que o único tablet Android que gostei até hoje, foi o Transformer. Fica a dica.
Já o quarto e último que peguei em minhas mãos hoje, foi o Samsung Galaxy Tab 10.1. Já tinha testado uma unidade antes, e desde o princípio não tinha gostado. O aparelho é grosso, não é leve e atrai mais impressões digitais do que qualquer outro gadget que eu já utilizei na vida. O sistema, Android 3.0 Honeycomb, é lento. Deslizar entre as homescreens é lento, abrir e alternar aplicativos é demorado e por aí vai. Sinceramente, não sei o que acontece. O Transformer da Asus possui configuração bastante semelhante e digo ser uma maravilha, sem travamento algum, sem lentidão nas tarefas mais simples ou nas mais complexas. Pode ser que sou bastante azarado e os dois aparelhos que testei possuem defeitos de fabricação. Vai saber, né… Recomendo que leiam a análise do aparelho escrita pelo grande Rodrigo Ghedin, famoso por beber água.
Só queria comentar um pouco o que achei de alguns dos tablets mais badalados de hoje. A maioria com Android. Digo que alguns valem a pena o preço cobrado, já outros, nem tanto. Mas aí fica à sua decisão. Fica uma dica: teste por um bom tempo o tablet que pretende comprar, não dói e não custa nada (testar, é claro).

1 comentário
[...] e o hardware “conversem” bem nesse gadget, porque o Honeycomb do Galaxy Tab 10.1 me deixou bastante decepcionado com a fluidez durante o [...]